Polícia

Polícia Militar é lugar de mulher?

Autora: Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro

Periódico: Revistas Estudos Feministas, 2018.

Resumo: Neste artigo, analisamos as percepções de policiais militares (masculinos e femininos)sobre o lugar da mulher na Corporação. Para tanto, são escrutinados os dados resultantes de um survey on-line respondido por 5.741 policiais militares, de ambos os sexos, em fevereiro de2015. O nosso olhar recaiu sobre as relações de poder e gênero que se estabelecem tanto no momento do concurso como no exercício da atividade profissional, com especial destaquepara o assédio moral e sexual. Os resultados indicam que os obstáculos simbólicos à igualdade de gênero estão muito presentes no cotidiano policial.

Palavras-chave: Mulheres; Polícia Militar; Gênero; Assédio

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Polícia Comunitária em Belo Horizonte: a hora e a vez dos estabelecidos?

Autores: Ludmila Ribeiro; Dejesus Silva.

Periódico: Pensata Revista dos Alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UNIFESP, v. 4, p. 178-205, 2015.

Resumo: Este artigo tem como proposta descrever sucintamente as principais diretrizes da filosofia do policiamento comunitário e como esta foi interpretada e aplicada na cidade de Belo Horizonte. A análise visa destacar como, a partir da teoria dos rótulos de Howard S. Becker e dos mecanismos de diferenciação entre estabelecidos e outsiders propostos por Norbert Elias, uma filosofia de trabalho que tinha como escopo a reforma da polícia transforma-se, na capital mineira, em um projeto de policiamento direcionado para um público alvo específico rotulado como apto a receber os projetos de policiamento comunitário. O estudo discorrerá sobre o papel do rótulo para a escolha de determinadas áreas da cidade e de determinados grupos de cidadãos como aptos ao policiamento comunitário e ao mesmo tempo a exclusão de outras localidades e indivíduos como não aptos para este modelo de policiamento. O contraponto empírico da análise é o discurso dos comandantes de batalhões e companhias da cidade de Belo Horizonte, coletados no âmbito da pesquisa “O que pensam os Policiais de Linha de Frente da Polícia Militar sobre o Policiamento Comunitário e a sua implementação em Belo Horizonte? Uma análise “quali-quanti” sobre as percepções, comportamentos e aceitação policial”, realizada pelo Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP), entre os anos de 2013 e 2014.

Palavras-chave: Policiamento comunitário; Belo Horizonte; Polícia Militar.

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Reformar a polícia ou reformar o seu discurso? Uma análise da chegada da filosofia de policiamento comunitário a uma organização policial militar brasileira

Autoras: Ludmila Ribeiro; Ana Maria Alemão Montandon.

Periódico: Revista Brasileira de Segurança Pública, v. 9, p. 62-81, 2015.

Resumo: Neste trabalho, analisamos como a categoria policiamento comunitário, tal como empregada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro nas décadas de 1980 e 1990, se converte em um dispositivo, nos termos de Peeters e Charlier (1999). Como fonte de informação, são utilizados os documentos coletados no arquivo do Cel. Carlos Magno Nazareth Cerqueira, secretário de estado de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro entre 18 de fevereiro de 1983 e 15 de março de 1987, e entre 15 de março e 1991 a 01 de janeiro de 1995.

Palavras-chave: Reforma da polícia; Policiamento comunitário; Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

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O nascimento da polícia moderna: uma análise dos programas de policiamento comunitário implementados na cidade do Rio de Janeiro (1983-2012)

Autora: Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro.

Periódico: Análise Social, v. XLIX, p. 272-309, 2014.

Resumo: Neste artigo, o objetivo é apresentar uma análise sociohistórica dos programas de policiamento comunitário executados pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (pmerj) no período compreendido entre 1983 e 2012. Pretendem-se problematizar as diferenças entre as intenções presentes no qualificativo “comunitário” e a prática efetiva destas iniciativas policiais, que em nada se assemelham a programas de tal natureza. Não obstante esta dissonância, um dos maiores benefícios dessas ações é viabilizar a institucionalização do policiamento tradicional em áreas de favela da cidade do Rio de Janeiro, sedimentando, assim, as bases para o nascimento de uma polícia moderna.

Palavras-chave: Segurança; Território; Polícia; Burocracia; Modelos de policiamento.

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O que os policiais querem dizer ao empregarem o termo "Policiamento comunitário": Uma análise dos discursos dos oficiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - PMERJ

Autoras: Ludmila Ribeiro; Ana Maria Alemão Montandon.

Periódico: Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, v. 7, p. 233-260, 2014.

Resumo: Polícias de todo o mundo procuraram transformar a filosofia do policiamento comunitário em programas de ação a fim de melhorar a qualidade de seu serviço e aumentar o grau de confiança da população na instituição. Neste artigo, são apresentadas interpretações dos intelectuais orgânicos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) sobre essa categoria, com base nos programas intitulados dessa forma implementados pela corporação nas últimas três décadas. Quer-se identificar os elementos de consonância entre essas práticas e a definição na literatura especializada, bem como problematizar as divergências na constituição de uma polícia mais próxima da comunidade.

Palavras-chave: Policiamento comunitário; Rio de Janeiro; Polícia Militar; Intelectuais orgânicos; UPPs.

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Repressão, autonomia e responsividade: o direito que se exerce nas delegacias de polícia no Brasil

Autores: Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro, Igor Suzano Machado.

Periódico: Sociedade e Estado (UnB. Impresso), v. 29, p. 153-180, 2014.

Resumo: Neste artigo, trataremos das relações entre sociedade e Estado a partir da utilização das ideias de direito repressivo, autônomo e responsivo, de Nonet e Selznick, para entender as transformações operacionalizadas no âmbito da polícia civil de três estados brasileiros - São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco - em razão da pesquisa "Semana de visitas a delegacias de polícia", que avalia os distritos policiais em termos de orientação para a comunidade, as condições materiais, o tratamento igualitário da população, a transparência e prestação de contas, as condições de detenção e, ao final, discute com os delegados os resultados obtidos, viabilizando a transformação da forma como o serviço policial é oferecido à população. A partir dos dados coletados em 64 delegacias de polícia visitadas em Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, em três anos consecutivos (entre 2009 e 2011) e, considerando a melhoria na qualidade do atendimento prestado à população, problematizamos como a polícia tem se tornado mais permeável e responsiva à população, apesar da permanência de fortes traços repressivos, como o peso da função de manutenção da ordem e de uma política de segredo do trabalho policial em torno do funcionamento das instituições.

Palavras-chave: Direito responsivo; Direito repressivo; Delegacias de polícia; "Semana de visitas a delegacias de polícia".

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A democracia disjuntiva no contexto brasileiro: algumas considerações a partir do trabalho das delegacias de polícia

Autora: Ludmila Mendoça Lopes Ribeiro.

Periódico: Revista Brasileira de Ciência Política (Impresso), p. 193-227, 2013.

Resumo: Nos últimos anos, a ciência política brasileira tem se ocupado em estudar de que maneira a democratização dos procedimentos de escolha dos governantes tem sido capaz de se refletir na alteração do modus operandi das instituições estatais, viabilizando, dessa forma, a institucionalização da ideia de democracia substantiva. A partir da análise dos dados referentes a 172 delegacias de polícia, distribuídas em oito estados da federação, e avaliadas no ano de 2010 a partir do emprego de princípios de etnometodologia, problematiza-se como os adjetivos utilizados para qualificação da democracia brasileira (disjuntiva, incompleta, paradoxal) se fazem presentes na rotina da Polícia Civil, apesar de o processo de redemocratização ter sido iniciado neste país há 28 anos.

Palavras-Chave: Delegacias de polícia; Polícia civil; Democracia; Sociologia política; Cidadania.

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Confiança na polícia em Minas Gerais: o efeito da percepção de eficiência e do contato individual

Autores: Geélison F. Silva; Cláudio Beato.

Periódico: Opinião Pública (UNICAMP. Impresso), v. 19, p. 118-153, 2013.

Resumo: O artigo busca identificar e analisar os principais fatores que impactam a confiança na polícia em Minas Gerais. Utilizou-se a pesquisa "Vitimização e Percepção de Medo em Belo Horizonte e Minas Gerais" de 2009, aplicada em 29 municípios. Além de Belo Horizonte, abrangeu 5 cidades da Região Metropolitana, 7 cidades consideradas polos regionais e 16 municípios com população inferior a 10 mil habitantes. Os resultados mostram que indivíduos confundem funções do trabalho policial com as do sistema de justiça criminal. O contato com a polícia reduz a confiança, especialmente quando ele é iniciado por policiais. Nas cidades menores, onde a polícia é mais próxima dos cidadãos e a criminalidade é menor, a polícia recebe mais confiança do que nas maiores. A percepção de eficiência em solucionar problemas relacionados à violência é a variável que produz maior efeito positivo no nível de confiança que a instituição recebe.

Palavras-chave: Confiança; Polícia; Percepção de medo; Minas Gerais/Brasil.

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Quando o Estado é o perpetrador da violência: Uma análise das vitimizações ocasionadas pela Polícia Militar

Autoras: Ludmila Ribeiro; Valéria Cristina Oliveira.

Periódico: Latitude (UFAL), v. 7, p. 219-243, 2013.

Resumo: Nas últimas décadas, o Brasil tem sido foco de diversos estudos internacionais que procuram mensurar a violência perpetrada pelas organizações policiais e relacioná-la com o grau de institucionalização da democracia. Esse trabalho procura avançar nesta discussão, ao apresentar os dados referentes às vitimizações por agressões verbais e físicas ocasionadas pela Polícia Militar vis-à-vis as ocasionadas por civis. A partir deste quadro, pretende-se questionar se a democracia que tem se institucionalizado no Brasil é, em essência, violenta; porquanto tanto os cidadãos como as instituições estatais lançam mão de ações violentas em suas relações cotidianas.

Palavras-chave: Estado, Polícia militar, Violência.

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