Saúde

Contribuições do Planejamento Participativo Regionalizado (PPR) para a ampliação da cidadania e promoção da saúde

Autoras: Maria de Fátima Abreu; Elza Machado de Melo; Andréa Maria Silveira

Periódico: Saúde em debate, v. 42, n. 4, p. 107-119, 2018

Resumo: O objetivo do estudo foi aferir se o Planejamento Participativo Regionalizado (PPR), ocorrido em Belo Horizonte (MG), entre 2011 e 2012, amplia a cidadania, qualifica as políticas públicas e pode afetar positivamente os determinantes da saúde. Foram realizadas análise documental e entrevistas. Verificou-se que o PPR foi realizado de forma transparente e representativa. A sua metodologia foi bem avaliada, principalmente pelas suas características lúdicas. O PPR propiciou integração de atores envolvidos em políticas públicas distintas e trouxe a dimensão do planejamento de médio e longo prazo. A sua experiência traz inspirações técnicas e metodológicas que podem possibilitar a ampliação da cidadania.

Palavras-chave: Planejamento participativo; Promoção da saúde; Democracia

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O suicídio no Brasil contemporâneo

Autores: Bráulio Figueiredo Alves da Silva; Antônio Augusto Pereira Prates; Alexandre Antônio Cardoso;Nina Grabriela Moreira Braga Rosas de Castro

Periódico: Revista Sociedade e Estado, v. 33, n. 2, p. 565-580, 2018.

Resumo: Como um grave problema de saúde pública, não é recente o interesse das organizações internacionais pela problemática da mortalidade por suicídio, tanto nos distintos grupos etários como nos segmentos socioeconômicos. A sociologia, desde suas origens, oferece explicações a respeito dos determinantes estruturais desse fenômeno. As estatísticas oficiais indicam que o Brasil é o oitavo país com o maior número de suicídios no mundo, todavia, existem poucos estudos que se dedicam a tratar do assunto, ainda que o suicídio tenha elevada prevalência em muitas sociedades contemporâneas. Partindo dessa lacuna na literatura, este artigo apresenta os padrões das mortes por suicídios no Brasil entre os anos de 1980 a 2010, usando informações do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM/DataSUS), do Ministério da Saúde. Ao tomar como unidade de análise os municípios brasileiros, análises exploratórias e econométricas foram usadas a fim de verificar o efeito de elementos de integração social sobre as taxas de suicídios. Adicionalmente, investigou-se como o espaço é uma variável relevante para o estudo desse fenômeno, indicando para duas grandes regiões de conglomerados espaciais no Brasil. Os resultados apontam uma possível associação entre fatores de baixa integração social e maior taxa de suicídio no Brasil.

Palavras-chave: Suicídio; Saúde pública; Teoria durkheimiana; Análise espacial

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Inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho em Belo Horizonte, Brasil: cenário e perspectiva

Autoras: Andréa Maria Silveira; Priscila Neves Silva; Fabiana Gomes Prais.

Periódico: Ciência & Saúde Coletiva (Online) , v. 20, p. 2549-2558c, 2015.

Resumo: Even after the publication of Law 8213 in 1991, which established quotas for employing disabled persons, their inclusion in the workplace still presents a challenge for Brazilian society. In order to understand the main barriers that hamper this process a qualitative research study was conducted in the municipality of Belo Horizon-te. This study included interviews with important actors involved in the process of inclusion; and focus groups including disabled persons and members of their families. The main barriers encountered were: preconceived ideas and discrimination; family relationships; the Continuous Cash Benefit (BPC) program; the low level of qualifi-cation among disabled person; lack of access; and the unpreparedness of companies. It was concluded that drafting laws is not sufficient to guarantee inclusion in the labor market and that governments should implement public policies to assist in this process.

Palavras-chave: Disabled persons; Work; Inclusion.

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Casa de ferreiro, espeto de pau: o tabagismo entre profissionais de saúde

Autoras: Carla Jorge Machado; Andréa Maria Silveira.

Periódico:  Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 39, p. 119-121, 2014.

Resumo: A Organização Mundial de Saúde (OMS) atribui cinco milhões de mortes ao ano em todo o mundo às doenças relacionadas ao tabagismo (EZZATI, 2003). Caso persistam os padrões atuais de consumo, estima-se que, por volta de 2030, o tabaco cause 10 milhões de mortes anuais (IGLESIAS et al., 2007).

No Brasil, as políticas que inibem o uso do tabaco articulam medidas coercitivas como as leis anti-fumo (proíbem o tabagismo em espaços coletivos fechados), adotam restrições à publicidade e propaganda, exigem a impressão de advertências nas embalagens de cigarros, limitam os teores de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono e ofertam tratamento na rede pública de saúde para os usuários. Aparentemente, estas ações foram responsáveis pela redução da proporção de fumantes na população de 34,8% em 1998 para 15,1% em 2010.

Palavras-chave: Tabaco; Morte; Cigarro.

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