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O dilema identitário dos agentes de segurança penitenciária: guardiões ou policiais?

Esta tese tem como objetivo central analisar o processo de construção da identidade profissional dos agentes de segurança penitenciária de Minas Gerais. O sistema penitenciário mineiro passou por mudanças drásticas nos últimos vinte anos e tem demandado um perfil específico de indivíduos para compor o seu staff. No decorrer desses anos ocorreu um forte investimento em programas de treinamento visando tornar os agentes penitenciários mais repressivos, estratégicos e eficientes para a manutenção da segurança e da ordem nas prisões. Essa profissionalização, por sua vez, se deu através da incorporação progressiva de elementos organizacionais característicos das forças policiais militares ao trabalho custodial e a valorização da performance militar de atuação. A identificação com o campo militar gerou um dilema identitário no grupo ocupacional: guardiões ou policiais?. Alguns agentes penitenciários tem rejeitado a imagem do guardião e se reconhecido como policiais envolvidos em operações de combate ao crime dentro e fora das prisões. Instalou-se uma identidade profissional dual, custodial e policial, com profunda repercussão nos ambientes prisionais e no modo como a ordem tem sido construída em seu interior.

Autores: Autor(a): Victor Neiva e Oliveira | Orientador(a): Renan Springer de Freitas

O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) não apenas se destaca pelo pioneirismo, mas também pela quantidade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos, tornando-se uma referência nacional na análise e no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o estudo da violência e da criminalidade no Brasil, bem como para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas em segurança.

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