Ao longo da história do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP), inúmeros projetos de excelência foram realizados. Contudo, embora o laboratório seja desde sempre uma referência em análise de dados em seus trabalhos, acabou não constituindo uma base de dados duradoura e concreta das suas informações. Surgiu, assim, a necessidade de deixar registrada a história, a trajetória e os dados do CRISP, ressaltando sua contribuição acadêmica e institucional ao longo dos seus 28 anos de trabalho. O projeto interno “Memórias do CRISP” foi, então, realizado. Nele, os fundadores, os professores atuais, alguns ex-membros de referência e grandes financiadores foram entrevistados, com o objetivo de construir uma narrativa coerente sobre a jornada do laboratório. Ademais, dados dos membros atuais, informações de quase todos os projetos já realizados pelo laboratório e estatísticas dos canais de comunicação foram coletados, visando à construção de uma base de dados completa sobre os projetos realizados pelo CRISP desde a sua fundação até os dias atuais.
Início da parceria acadêmica entre os professores Claudio Beato e Antônio Paixão, que começam a colaborar com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para introduzir estudos sociais na corporação.
Realização dos primeiros treinamentos para policiais em centros de pesquisa, como a UFMG e a Fundação João Pinheiro.
Fundação oficial do CRISP pelos professores Claudio Beato e Renato Assunção. Início da orientação para pesquisa aplicada e formação de gestores.
Implementação do projeto Polícia de Resultados com a PMMG, introduzindo o geoprocessamento e o mapeamento de crimes no planejamento operacional.
Realização de pesquisas sobre o perfil da PMMG e os impactos econômicos da violência em centros de saúde e escolas de Belo Horizonte.
O atentado de 11 de setembro nos EUA provoca mudanças nas políticas de apoio filantrópico internacional, iniciando uma futura escassez de recursos estrangeiros para o laboratório.
laboração do primeiro Planejamento Estratégico do CRISP. Início do projeto Fica Vivo! (formulação) e do Curso de Especialização em Estudos de Criminalidade e Segurança Pública.
O CRISP vence uma licitação internacional para treinar a Polícia Nacional da Colômbia em ferramentas gerenciais e mapas. Implementação prática do programa Fica Vivo! em Belo Horizonte.
Lançamento do projeto IGESP (Integração da Gestão em Segurança Pública) em Belo Horizonte, financiado pelo governo estadual.
Redução significativa da parceria histórica com a PMMG devido a mudanças na orientação política da instituição. Fim dos financiamentos internacionais constantes, levando ao esforço em atividades de fundraising.
Protagonismo de financiamentos do Governo Federal, especialmente via Ministério da Justiça e PNUD.
Institucionalização de novos professores recém ingressados na UFMG (Braulio Figueiredo, Ludmila Ribeiro e Frederico Marinho), reduzindo a dependência de recursos externos. Lançamento da Pesquisa Nacional de Vitimização (PNV), o projeto de maior valor financeiro da história do laboratório.
Marcos Prates e Ricardo Tavares, ex-pesquisadores do centro, tornam-se pesquisadores do CRISP.
Aposentadoria de Claudio Beato da coordenação direta; a coordenação de projetos se distribui entre os professores associados
Início da pandemia de Covid-19; o CRISP migra para o formato on-line e lança o podcast CRISP Entrevista
Ano recorde de captação de recursos (mais de R$ 6,65 milhões) e retomada regular do curso de especialização, com apoio da fundação Erasmus.
Internacionalização: CRISP estabelece parceria internacional com o Centro Crímina, da Universidade Miguel Hernández (Espanha), fortalecendo a cooperação acadêmica em criminologia, análise de dados e políticas de segurança pública, com foco em pesquisa comparada, intercâmbio científico e desenvolvimento de estudos conjuntos.
Inserção do laboratório no programa Outlab da UFMG para fortalecimento de negócios e marketing. Elaboração do projeto Memórias do CRISP para registrar a história do laboratório. Incorporação do professor Claudio Santiago Dias Junior à equipe de pesquisadores do CRISP
Publicação do relatório de memórias e continuidade da expansão institucional.
Fortalecimento Interistitucional: Crisp concretiza parceria com professores do Núcleo PSILACS (Psicanálise e laço social no contemporâneo); Centros de Estudos Urbanos - CEURB; Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas e Laboratório de Estatística Espacial – LESTE
Internacionalização:
• Dep. of Criminology – University of South Florida (EUA)
• Justice Studies Department - Montclair State University (EUA)
• KTH Royal Institute of Techonology (Suécia)
O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) não apenas se destaca pelo pioneirismo, mas também pela quantidade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos, tornando-se uma referência nacional na análise e no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o estudo da violência e da criminalidade no Brasil, bem como para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas em segurança.