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Memórias CRISP

Ao longo da história do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP), inúmeros projetos de excelência foram realizados. Contudo, embora o laboratório seja desde sempre uma referência em análise de dados em seus trabalhos, acabou não constituindo uma base de dados duradoura e concreta das suas informações. Surgiu, assim, a necessidade de deixar registrada a história, a trajetória e os dados do CRISP, ressaltando sua contribuição acadêmica e institucional ao longo dos seus 28 anos de trabalho. O projeto interno “Memórias do CRISP” foi, então, realizado. Nele, os fundadores, os professores atuais, alguns ex-membros de referência e grandes financiadores foram entrevistados, com o objetivo de construir uma narrativa coerente sobre a jornada do laboratório. Ademais, dados dos membros atuais, informações de quase todos os projetos já realizados pelo laboratório e estatísticas dos canais de comunicação foram coletados, visando à construção de uma base de dados completa sobre os projetos realizados pelo CRISP desde a sua fundação até os dias atuais.

Anos 1980
Primeiros Passos

Início da parceria acadêmica entre os professores Claudio Beato e Antônio Paixão, que começam a colaborar com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para introduzir estudos sociais na corporação.

1987/1988
1987/1988

Realização dos primeiros treinamentos para policiais em centros de pesquisa, como a UFMG e a Fundação João Pinheiro.

1998
Fundação oficial do CRISP

Fundação oficial do CRISP pelos professores Claudio Beato e Renato Assunção. Início da orientação para pesquisa aplicada e formação de gestores.

1999
Implementação de Projetos
Implementação do projeto Polícia de Resultados

Implementação do projeto Polícia de Resultados com a PMMG, introduzindo o geoprocessamento e o mapeamento de crimes no planejamento operacional.

2000 – 2009
Expansão e Consolidação Internacional
2000
2000

Realização de pesquisas sobre o perfil da PMMG e os impactos econômicos da violência em centros de saúde e escolas de Belo Horizonte.

2001
2001

O atentado de 11 de setembro nos EUA provoca mudanças nas políticas de apoio filantrópico internacional, iniciando uma futura escassez de recursos estrangeiros para o laboratório.

2002
2002

laboração do primeiro Planejamento Estratégico do CRISP. Início do projeto Fica Vivo! (formulação) e do Curso de Especialização em Estudos de Criminalidade e Segurança Pública.

2003
2003

O CRISP vence uma licitação internacional para treinar a Polícia Nacional da Colômbia em ferramentas gerenciais e mapas. Implementação prática do programa Fica Vivo! em Belo Horizonte.

2005
2005

Lançamento do projeto IGESP (Integração da Gestão em Segurança Pública) em Belo Horizonte, financiado pelo governo estadual.

2010-2019
Mudanças Estruturais e Foco Federal
2010
2010

Redução significativa da parceria histórica com a PMMG devido a mudanças na orientação política da instituição. Fim dos financiamentos internacionais constantes, levando ao esforço em atividades de fundraising.

2010 – 2018
2010 – 2018

Protagonismo de financiamentos do Governo Federal, especialmente via Ministério da Justiça e PNUD.

2012
2012

Institucionalização de novos professores recém ingressados na UFMG (Braulio Figueiredo, Ludmila Ribeiro e Frederico Marinho), reduzindo a dependência de recursos externos. Lançamento da Pesquisa Nacional de Vitimização (PNV), o projeto de maior valor financeiro da história do laboratório.

2017
2017

Marcos Prates e Ricardo Tavares, ex-pesquisadores do centro, tornam-se pesquisadores do CRISP.

2019
2019

Aposentadoria de Claudio Beato da coordenação direta; a coordenação de projetos se distribui entre os professores associados

2020 – 2025
Modernização e Contexto Recente
2020
2020

Início da pandemia de Covid-19; o CRISP migra para o formato on-line e lança o podcast CRISP Entrevista

2022
2022

Ano recorde de captação de recursos (mais de R$ 6,65 milhões) e retomada regular do curso de especialização, com apoio da fundação Erasmus.

2023
2023

Internacionalização: CRISP estabelece parceria internacional com o Centro Crímina, da Universidade Miguel Hernández (Espanha), fortalecendo a cooperação acadêmica em criminologia, análise de dados e políticas de segurança pública, com foco em pesquisa comparada, intercâmbio científico e desenvolvimento de estudos conjuntos.

2024
2024

Inserção do laboratório no programa Outlab da UFMG para fortalecimento de negócios e marketing. Elaboração do projeto Memórias do CRISP para registrar a história do laboratório. Incorporação do professor Claudio Santiago Dias Junior à equipe de pesquisadores do CRISP

2025
2025

Publicação do relatório de memórias e continuidade da expansão institucional.

2026
2026

Fortalecimento Interistitucional: Crisp concretiza parceria com professores do Núcleo PSILACS (Psicanálise e laço social no contemporâneo); Centros de Estudos Urbanos - CEURB; Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas e Laboratório de Estatística Espacial – LESTE

Internacionalização:
• Dep. of Criminology – University of South Florida (EUA)
• Justice Studies Department - Montclair State University (EUA)
• KTH Royal Institute of Techonology (Suécia)

O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) não apenas se destaca pelo pioneirismo, mas também pela quantidade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos, tornando-se uma referência nacional na análise e no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o estudo da violência e da criminalidade no Brasil, bem como para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas em segurança.

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