Exploração do trabalho infanto-juvenil e tráfico de drogas no Brasil

Arcabouço teórico e pesquisas de campo que subsidiem o processo de implementação dos pilotos, avaliação e monitoramento de resultados das metodologias, ações, planos e programas de prevenção e enfrentamento do trabalho infantil e suas piores formas.
Polivitimização e depressão entre adultos no Brasil: evidências a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde

A violência interpessoal é reconhecida como um dos principais determinantes sociais da saúde, afetando de forma profunda o bem-estar psicológico e a qualidade de vida em diversos contextos. Entre as consequências mais relevantes desse fenômeno, destaca-se a depressão, que figura entre os transtornos mentais mais prevalentes no mundo. No Brasil, pesquisas recentes evidenciam que a exposição a múltiplas formas de violência a chamada polivitimização aumenta significativamente o risco de depressão entre adultos. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 oferece dados inéditos e representativos que permitem investigar como desigualdades sociodemográficas, contextuais e o gap de cuidado influenciam essa associação. Apesar disso, ainda são escassas as análises nacionais que abordem de forma sistemática os efeitos da polivitimização sobre a saúde mental, o que dificulta a formulação de políticas públicas eficazes voltadas para subgrupos mais vulneráveis. Parte-se, portanto, da hipótese de que a experiência acumulada de diferentes formas de violência está relacionada a um risco maior de depressão, modulada por fatores como gênero, raça/cor, território e condições socioeconômicas, além do acesso desigual aos serviços de saúde. Evidências nacionais e internacionais corroboram essa perspectiva, indicando que vítimas de dois ou mais tipos de violência apresentam maior prevalência de sintomas depressivos. Para aprofundar essa análise, serão utilizados os microdados da PNS 2019, aplicando-se regressões logísticas binomiais ajustadas ao desenho amostral complexo, com modelos específicos que consideram tanto os tipos de violência quanto o acúmulo de episódios. Essa estratégia permitirá mensurar o impacto da polivitimização sobre a depressão e identificar os subgrupos prioritários para políticas de enfrentamento e cuidado em saúde mental.
Cibercriminalidade e Teorias Criminológicas: Explicando as Novas Dinâmicas do Crime Digital

A cibercriminalidade tem se tornado um desafio crescente para a segurança pública, impulsionada pela digitalização da vida cotidiana e pela expansão das tecnologias de comunicação. Este projeto busca analisar a aplicabilidade das principais teorias criminológicas no contexto dos crimes digitais, integrando abordagens clássicas, como a Teoria das Atividades Rotineiras, o Aprendizado Social, a Associação Diferencial, a Teoria da Tensão e a Ecologia do Crime, à dinâmica da criminalidade cibernética. A pesquisa será conduzida a partir de um modelo híbrido, combinando revisão sistemática da literatura, análise teórica e estudo empírico sobre padrões criminais no ambiente digital. O estudo se concentrará no caso de Minas Gerais, um dos polos tecnológicos do Brasil, utilizando bases de dados criminais e técnicas de aprendizado de máquina para mapear tendências, perfis de ofensores e vulnerabilidades. Além disso, será realizada uma análise comparativa internacional para identificar boas práticas de enfrentamento da cibercriminalidade. Espera-se que os resultados contribuam para a atualização das teorias criminológicas, forneçam subsídios para políticas públicas de segurança digital e possibilitem a formulação de estratégias preventivas e repressivas mais eficazes. A pesquisa também visa o desenvolvimento de modelos preditivos para análise de riscos no ambiente digital, fortalecendo as capacidades de resposta a incidentes cibernéticos..
Diagnóstico do Sistema Prisional e do Sistema Socioeducativo em Minas Gerais

O objetivo geral da pesquisa será identificar, analisar e produzir conhecimento sobre os sistemas Prisional e Socioeducativo do estado de Minas Gerais, organizando e sistematizando os dados coletados para subsidiar a discussão sobre os desafios e possibilidades de aprimoramento das políticas públicas, mantendo o carácter investigativo da pesquisa, de modo a aprimorar as ações voltadas para a ressocialização, socioeducação e melhoria das condições de trabalho dos profissionais dos sistemas Prisional e Socioeducativo.