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Cibercriminalidade e Teorias Criminológicas: Explicando as Novas Dinâmicas do Crime Digital

A cibercriminalidade tem se tornado um desafio crescente para a segurança pública, impulsionada pela digitalização da vida cotidiana e pela expansão das tecnologias de comunicação. Este projeto busca analisar a aplicabilidade das principais teorias criminológicas no contexto dos crimes digitais, integrando abordagens clássicas, como a Teoria das Atividades Rotineiras, o Aprendizado Social, a Associação Diferencial, a Teoria da Tensão e a Ecologia do Crime, à dinâmica da criminalidade cibernética. A pesquisa será conduzida a partir de um modelo híbrido, combinando revisão sistemática da literatura, análise teórica e estudo empírico sobre padrões criminais no ambiente digital. O estudo se concentrará no caso de Minas Gerais, um dos polos tecnológicos do Brasil, utilizando bases de dados criminais e técnicas de aprendizado de máquina para mapear tendências, perfis de ofensores e vulnerabilidades. Além disso, será realizada uma análise comparativa internacional para identificar boas práticas de enfrentamento da cibercriminalidade. Espera-se que os resultados contribuam para a atualização das teorias criminológicas, forneçam subsídios para políticas públicas de segurança digital e possibilitem a formulação de estratégias preventivas e repressivas mais eficazes. A pesquisa também visa o desenvolvimento de modelos preditivos para análise de riscos no ambiente digital, fortalecendo as capacidades de resposta a incidentes cibernéticos..

Violência contra idosos: uma análise comparativa entre homens e mulheres, segundo raça/cor no Brasil

O objetivo deste projeto é analisar a prevalência da violência entre os idosos a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2019), considerando as variáveis de sexo e raça/cor.Justificativa: O estudo da violência entre os idosos no Brasil, considerando variáveis como sexo e raça/cor, é muito importante. Primeiramente, a população idosa no Brasil está crescendo rapidamente. Em segundo lugar, os idosos são frequentemente vítimas de diferentes formas de violência, seja ela física, psicológica ou sexual. Por fim, ao analisar esses casos com uma perspectiva que considera sexo e raça/cor, é possível identificar padrões específicos que podem orientar políticas públicas mais eficazes e programas de prevenção direcionados.Metodologia: Para realizar este projeto, serão utilizadas as informações da população com 60 anos ou mais, presentes Pesquisa Nacional de Saúde conduzida pelo IBGE em 2019. Serão utilizadas questões referentes aos diferentes tipos de violência, mais especificamente a violência física, psicológica e sexual e questões demográficas e socioeconômicas como sexo, raça/cor, grupo etário, educação, estado civil, renda e região. Será calculada a prevalência da violência entre os idosos considerando sexo e raça/cor. Serão produzidos modelos de regressão logística para estimar as razões de chance de um idoso vivenciar um evento de violência, controlando por variáveis socioeconômicas. Resultados esperados: A partir dos resultados encontrados por esta pesquisa, espera-se descrever a prevalência da violência contra os idosos e estimar as associações entre características socioeconômicas e a violência neste grupo populacional, estratificando a população idosa segundo sexo e raça/cor.

Diagnóstico do Sistema Prisional e do Sistema Socioeducativo em Minas Gerais

O objetivo geral da pesquisa será identificar, analisar e produzir conhecimento sobre os sistemas Prisional e Socioeducativo do estado de Minas Gerais, organizando e sistematizando os dados coletados para subsidiar a discussão sobre os desafios e possibilidades de aprimoramento das políticas públicas, mantendo o carácter investigativo da pesquisa, de modo a aprimorar as ações voltadas para a ressocialização, socioeducação e melhoria das condições de trabalho dos profissionais dos sistemas Prisional e Socioeducativo.

Caminhos para a entrada e persistência no crime: o efeito processual dos “turning points” na trajetória criminal de adolescentes

O projeto busca analisar como determinados eventos influenciam a entrada e a permanência de adolescentes na trajetória criminal, com foco em contextos de vulnerabilidade social. Para isso, utiliza a criminologia do curso de vida, que permite compreender tanto os fatores que levam ao início quanto à continuidade da atividade infracional, articulando essa abordagem com a ecologia do crime e a teoria da desorganização social para delimitar os contextos analisados. Metodologicamente, a pesquisa será desenvolvida em duas etapas: uma fase quantitativa, voltada à identificação de territórios vulneráveis em Belo Horizonte, e uma fase qualitativa, dedicada à análise das trajetórias e dos eventos marcantes na vida dos adolescentes. O objetivo é contribuir para o avanço teórico e metodológico dos estudos sobre jovens em conflito com a lei e subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes.

A trajetória de vida de adolescentes e jovens envolvidos nos crimes de roubo e políticas de prevenção

 Esse projeto consiste na aplicação de teorias criminológicas do curso de vida para compreensão do fenômeno da delinquência juvenil, em particular, acerca das trajetórias dos jovens e adolescentes reincidentes no crime de roubo. A opção pela abordagem teórica e metodológica da criminologia do curso de vida permite compreender não apenas os fatores causais que explicam a entrada na atividade infracional, mas também, a sua permanência e a dificuldade de desistência uma vez nela ingressada. A primeira etapa consiste na análise quantitativa, ou seja, na descrição da atividade infracional de uma amostra de jovens e adolescentes judiciarizados. O objetivo será realizar uma análise exploratória para identificar padrões infracionais, como indicadores de níveis diferenciados de engajamento infracional. Na segunda etapa, serão analisados os termos de audiência, relatórios técnicos sobre a execução das medidas socioeducativas, laudos das equipes técnicas. Essa etapa é fundamental para a proposta da pesquisa, pois consiste na identificação da trajetória em três níveis de análise. Com essa pesquisa, buscaremos contribuir teórica e metodologicamente para o campo de pesquisa sobre delinquência juvenil no Brasil bem como capacitar e orientar alunos de graduação e mestrado envolvidos com o tema.

Vulnerabilidade Social de Jovens no Brasil: aspectos conceituais, metodológicos e empíricos

A proposta deste projeto é construir um Indicador de Vulnerabilidade Social para jovens com dimensão municipal e, partir do emprego de tal ferramenta ao nível dos municípios brasileiros, nos anos de 2000 e 2010, problematizar os determinantes deste fenômeno no tempo e no espaço. De maneira específica, pretende-se (1) apresentar a discussão acadêmica relacionada à temática geral da desigualdade social e vulnerabilidade social com respeito à população jovem; (2) operacionalizar os conceitos que compõem o fenômeno em indicadores que mensurem a vulnerabilidade da população em geral e da população jovem em especial; (3) conjugar os indicadores em um índice que concatene as distintas dimensões da vulnerabilidade juvenil em uma perspectiva espacial e temporal; (4) hierarquizar os municípios brasileiros ao longo de 10 anos utilizando o índice gerado; (5) verificar que municípios tiveram variações estatisticamente significantes no índice ao longo de dez anos (2000-2010); (6) construir explicações para as causas de tais variações, sejam elas positivas ou negativas; (7) organizar os resultados do ponto de vista metodológico e teórico, reunindo-os dentro de um software para visualização das informações e dentro de um constructo sobre os determinantes da vulnerabilidade juvenil; (8) promover discussões sobre a aplicabilidade do índice como subsídio para formulação de políticas de assistência social e segurança cidadã. Portanto, essa discussão de insere tanto na interface entre sociologia e políticas públicas, como também na discussão metodológica de construção, operacionalização e interpretação de indicadores sociais. Mais do que apresentar uma ordenação final dos municípios brasileiros de acordo com uma dada métrica, a discussão das dimensões subjetivas do fenômeno, em termos do significado dos números auferidos, pode fomentar a visibilidade dos estudos sobre desigualdades sociais focalizados em populações específicas.

O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) não apenas se destaca pelo pioneirismo, mas também pela quantidade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos, tornando-se uma referência nacional na análise e no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o estudo da violência e da criminalidade no Brasil, bem como para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas em segurança.

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