A linha de Criminologia Comparada dedica-se à análise sistemática das variações nos padrões de criminalidade, nas respostas institucionais e nos arranjos de justiça criminal entre diferentes países e cidades, com foco na identificação de mecanismos causais, replicabilidade das políticas e limites contextuais das intervenções. O escopo envolve o estudo de modelos de policiamento, regimes de punição, políticas de prevenção, justiça juvenil e governança da segurança, articulando dimensões normativas e empíricas. Parte-se do pressuposto de que políticas e instituições são social e historicamente situadas, de modo que a comparação permite tanto identificar padrões recorrentes quanto explicitar dependências de trajetória, efeitos de contexto e condições de replicabilidade. A linha mobiliza bases de dados internacionais, surveys de vitimização, estudos de caso comparados e métodos mistos, buscando produzir inferências úteis para o desenho e a adaptação de políticas públicas em contextos nacionais e subnacionais.
A linha fundamenta-se na tradição da criminologia comparada, articulando abordagens que enfatizam a variação institucional, a dependência de trajetória e os regimes de controle social. Dialoga com a economia política da punição, que examina como estruturas sociais e arranjos de bem-estar moldam respostas penais, e com a literatura de policy transfer e policy diffusion, que problematiza a circulação internacional de modelos e práticas. Incorpora também contribuições da avaliação baseada em evidências, no sentido de examinar a efetividade de intervenções em diferentes contextos.
O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) não apenas se destaca pelo pioneirismo, mas também pela quantidade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos, tornando-se uma referência nacional na análise e no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o estudo da violência e da criminalidade no Brasil, bem como para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas em segurança.