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Linhas de Pesquisa

Determinantes Socioeconômicos e Demográficos do Crime

Esta Linha de Pesquisa investiga como fatores estruturais, demográficos e econômicos influenciam a dinâmica da criminalidade, articulando abordagens da Economia do Crime com análises sociais profundas. O foco recai sobre a compreensão de como variáveis como estrutura etária, desigualdade de renda, dinâmicas do mercado de trabalho e mobilidade social moldam os padrões de comportamento criminal e de vitimização. A linha dedica-se a analisar os incentivos e custos envolvidos na organização de mercados ilícitos e as trajetórias de vida que levam ao engajamento ou à desistência do crime. Além disso, busca mensurar os impactos das flutuações econômicas e das transformações urbanas sobre as taxas de violência, fornecendo subsídios para o desenho de políticas públicas que atuem sobre as causas raízes da criminalidade.

Produtos:

  • Modelos econométricos e estatísticos sobre determinantes socioeconômicos da criminalidade;
  • Estudos sobre estrutura etária, coortes e dinâmica demográfica do crime;
  • Análises de impacto de variáveis econômicas (desemprego, renda, desigualdade) sobre taxas criminais;
  • Estudos sobre mercados ilícitos e incentivos econômicos ao crime;
  • Modelos de trajetória criminal e reincidência ao longo do ciclo de vida;
  • Estimativas de custos econômicos da criminalidade e do sistema de justiça;
  • Relatórios técnicos para formulação de políticas públicas baseadas em evidências;
  • Bases de dados integradas e painéis analíticos sobre crime e estrutura social;

Fundamentação:

  • A linha fundamenta-se na articulação entre a economia do crime e a demografia da criminalidade, compreendendo o comportamento criminal como resultado de incentivos, custos e oportunidades, conforme formulado por Gary Becker, e desenvolvido empiricamente por Steven Levitt e Sudhir Venkatesh no estudo de mercados ilícitos. Paralelamente, incorpora a perspectiva demográfica, que analisa como estrutura etária, composição populacional, urbanização e desigualdade influenciam padrões agregados de criminalidade. No contexto brasileiro, essa abordagem é complementada por contribuições de Sérgio Adorno, Cláudio Beato e Daniel Cerqueira, que destacam o papel das desigualdades socioeconômicas e das oportunidades estruturais na produção do crime, e por Michel Misse e Gabriel Feltran, que analisam a organização e o funcionamento de mercados ilícitos em contextos urbanos. Em conjunto, esses aportes permitem compreender a criminalidade como fenômeno resultante da interação entre incentivos econômicos, estrutura demográfica e contextos sociais.

Referências:

  • Becker, G. (1968). Crime and Punishment: An Economic Approach. Journal of Political Economy.
  • Levitt, S. & Venkatesh, S. (2000). An Economic Analysis of a Drug-Selling Gang’s Finances. Quarterly Journal of Economics.
  • Reuter, P. (2009). Systemic Violence in Drug Markets. Crime and Justice.
  • Farrington, D. (1986). Age and Crime. Crime and Justice

 

O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) não apenas se destaca pelo pioneirismo, mas também pela quantidade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos, tornando-se uma referência nacional na análise e no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o estudo da violência e da criminalidade no Brasil, bem como para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas em segurança.

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