Esta tese investiga os mecanismos de diferenciação nas trajetórias de jovens em contextos de alta vulnerabilidade social em Belo Horizonte, questionando por que indivíduos em condições similares seguem caminhos distintos. Utilizando uma abordagem de métodos mistos e o arcabouço da Sociologia do Curso de Vida, o autor analisa como a interação entre agência individual, vínculos institucionais (escola e trabalho) e redes de sociabilidade molda a adesão ou resistência à criminalidade. O estudo destaca que a qualidade das relações e o “timing” das intervenções públicas são determinantes para evitar a consolidação de carreiras infracionais. Conclui-se que a proteção social efetiva depende de políticas que considerem a heterogeneidade das experiências juvenis e fortaleçam os mecanismos de resiliência comunitária.