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Efeitos do Videomonitoramento Urbano sobre a Criminalidade: Avaliação do Sistema Olho Vivo em Minas Gerais

Resumo: Áreas centrais e hipercentrais concentram elevada incidência de crimes, especialmente oportunistas, como furtos e roubos, em razão da intensa circulação de pessoas e da abundância de alvos. Esse fenômeno impacta a percepção de (in)segurança e gera pressão por respostas do poder público. Entre as estratégias adotadas, destaca-se o videomonitoramento urbano, amplamente difundido em Minas Gerais por meio do sistema Olho Vivo operado pela Polícia Militar. Apesar de sua relevância, ainda são escassas avaliações empíricas sobre sua efetividade. Nesse sentido, o projeto busca produzir evidências para qualificar o debate e subsidiar políticas públicas de segurança. Objetivo geral:  Avaliar o impacto do sistema de videomonitoramento urbano “Olho Vivo” sobre a criminalidade em uma área urbana de Minas Gerais e desenvolver modelos preditivos baseados em inteligência artificial para estimar o risco de ocorrência de crimes em microáreas. Objetivos específicos: Analisar a distribuição espacial e temporal dos crimes em áreas com e sem videomonitoramento; Estimar o efeito do sistema sobre diferentes tipos de crime, com ênfase em crimes patrimoniais; Construir áreas de comparação espacialmente equivalentes; Avaliar possíveis efeitos de deslocamento ou difusão do crime; Explorar modelos preditivos para estimar o risco de ocorrência criminal em microáreas urbanas. Metodologia: A pesquisa adotará abordagem quantitativa, com base em dados secundários georreferenciados de ocorrências criminais e localização das torres do sistema Olho Vivo. O projeto conta com Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o CRISP/UFMG e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, viabilizando o acesso às bases via Observatório de Segurança Pública. A unidade de análise será definida por microáreas construídas a partir de buffers espaciais no entorno das torres. Serão utilizadas técnicas de estatística descritiva, análise espacial (identificação de áreas de concentração e padrões territoriais) e modelagem estatística, incluindo regressão logística para estimar a chance de ocorrência de crimes em áreas monitoradas e não monitoradas. Para reduzir viés de seleção, poderão ser aplicadas técnicas de pareamento (Propensity Score Matching). Adicionalmente, o projeto explorará modelos preditivos baseados em aprendizado de máquina para estimar o risco criminal em microáreas, inspirados em abordagens como Risk Terrain Modeling e estudos recentes de previsão espacial do crime (Wheeler; Steenbeek, 2011; Kounadi et al., 2020). Produtos:  Relatório analítico com resultados da pesquisa;Infográficos para divulgação científica; Elaboração de artigo acadêmico. Resultados esperados Identificação de padrões espaciais e temporais da criminalidade; Mapeamento de áreas críticas e dinâmicas territoriais do crime; Evidências empíricas sobre a efetividade do videomonitoramento; Desenvolvimento de modelo preditivo de risco criminal; Subsídios para tomada de decisão em Segurança Pública.

GESTÃO MUNICIPAL DA ORDEM PUBLICA E SEGURANÇA CIDADÃ

Matriz Curricular Nacional das Guardas Civis Municipais, alinhando a formação das Guardas Municipais às diretrizes da Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS) e às recentes mudanças legislativas que impactam diretamente a atuação dessas instituições.

Agressividades e violências de gênero: padrões, tendências, transmissão intergeracional em Belo Horizonte

A violência doméstica é um problema global que afeta mulheres de diferentes classes e contextos sociais. Estima-se que cerca de 30% das mulheres no mundo já sofreram violência física ou sexual por parceiro íntimo. No Brasil, os dados indicam alta incidência e gravidade do fenômeno, com milhares de casos de feminicídio, majoritariamente cometidos por companheiros ou ex-companheiros, além de um grande volume de registros de agressões e chamadas relacionadas à violência doméstica. Apesar da relevância do tema, grande parte dos estudos ainda o aborda de forma segmentada, seja com foco em aspectos legais, seja na descrição de panoramas regionais. Há, contudo, uma lacuna importante na compreensão dos padrões, trajetórias e dinâmicas da violência ao longo do sistema de justiça criminal, bem como nos processos de naturalização da violência, muitas vezes associados à sua transmissão intergeracional. Esse cenário se agrava em contextos como o da pandemia de COVID-19, que intensificou as dificuldades de mensuração do problema e comprometeu a formulação e implementação de políticas públicas eficazes de prevenção.

Pesquisa de Vitimização em Natal-RN: Mapeando a Criminalidade Não Reportada

A criminalidade e a segurança pública impactam diretamente a qualidade de vida da população, mas os dados oficiais frequentemente subestimam a realidade devido à subnotificação criminal. Muitos crimes não são reportados às autoridades, comprometendo a formulação de políticas eficazes.A Pesquisa de Vitimização em Natal-RN: Mapeando a Criminalidade Não Reportada busca mapear a criminalidade não reportada, fornecendo um diagnóstico detalhado da vitimização na cidade. O estudo analisará padrões de crimes não registrados e a percepção da população sobre segurança, visando preencher lacunas nos registros oficiais e contribuir para políticas públicas baseadas em evidências. O problema central é a subnotificação da criminalidade, que dificulta a alocação de recursos e a implementação de ações preventivas. A pesquisa investigará quais fatores individuais, sociais e espaciais influenciam a vitimização, considerando tanto as características das vítimas quanto as condições estruturais que favorecem a criminalidade. Estudos anteriores demonstram que a vitimização está ligada ao estilo de vida, atividades rotineiras e condições urbanas. Além disso, pesquisas nacionais e internacionais apontam que crimes não reportados representam uma parcela significativa da criminalidade, reforçando a necessidade de abordagens específicas para sua mensuração.A pesquisa utilizará amostragem probabilística complexa, entrevistas domiciliares com dispositivos eletrônicos,análises estatísticas e georreferenciamento. Será aplicada modelagem estatística avançada e análise espacial paraidentificar padrões de vitimização, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias eficazes de segurançapública em Natal-RN.

Polivitimização e depressão entre adultos no Brasil: evidências a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde

A violência interpessoal é reconhecida como um dos principais determinantes sociais da saúde, afetando de forma profunda o bem-estar psicológico e a qualidade de vida em diversos contextos. Entre as consequências mais relevantes desse fenômeno, destaca-se a depressão, que figura entre os transtornos mentais mais prevalentes no mundo. No Brasil, pesquisas recentes evidenciam que a exposição a múltiplas formas de violência a chamada polivitimização aumenta significativamente o risco de depressão entre adultos. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 oferece dados inéditos e representativos que permitem investigar como desigualdades sociodemográficas, contextuais e o gap de cuidado influenciam essa associação. Apesar disso, ainda são escassas as análises nacionais que abordem de forma sistemática os efeitos da polivitimização sobre a saúde mental, o que dificulta a formulação de políticas públicas eficazes voltadas para subgrupos mais vulneráveis. Parte-se, portanto, da hipótese de que a experiência acumulada de diferentes formas de violência está relacionada a um risco maior de depressão, modulada por fatores como gênero, raça/cor, território e condições socioeconômicas, além do acesso desigual aos serviços de saúde. Evidências nacionais e internacionais corroboram essa perspectiva, indicando que vítimas de dois ou mais tipos de violência apresentam maior prevalência de sintomas depressivos. Para aprofundar essa análise, serão utilizados os microdados da PNS 2019, aplicando-se regressões logísticas binomiais ajustadas ao desenho amostral complexo, com modelos específicos que consideram tanto os tipos de violência quanto o acúmulo de episódios. Essa estratégia permitirá mensurar o impacto da polivitimização sobre a depressão e identificar os subgrupos prioritários para políticas de enfrentamento e cuidado em saúde mental.

Cibercriminalidade e Teorias Criminológicas: Explicando as Novas Dinâmicas do Crime Digital

A cibercriminalidade tem se tornado um desafio crescente para a segurança pública, impulsionada pela digitalização da vida cotidiana e pela expansão das tecnologias de comunicação. Este projeto busca analisar a aplicabilidade das principais teorias criminológicas no contexto dos crimes digitais, integrando abordagens clássicas, como a Teoria das Atividades Rotineiras, o Aprendizado Social, a Associação Diferencial, a Teoria da Tensão e a Ecologia do Crime, à dinâmica da criminalidade cibernética. A pesquisa será conduzida a partir de um modelo híbrido, combinando revisão sistemática da literatura, análise teórica e estudo empírico sobre padrões criminais no ambiente digital. O estudo se concentrará no caso de Minas Gerais, um dos polos tecnológicos do Brasil, utilizando bases de dados criminais e técnicas de aprendizado de máquina para mapear tendências, perfis de ofensores e vulnerabilidades. Além disso, será realizada uma análise comparativa internacional para identificar boas práticas de enfrentamento da cibercriminalidade. Espera-se que os resultados contribuam para a atualização das teorias criminológicas, forneçam subsídios para políticas públicas de segurança digital e possibilitem a formulação de estratégias preventivas e repressivas mais eficazes. A pesquisa também visa o desenvolvimento de modelos preditivos para análise de riscos no ambiente digital, fortalecendo as capacidades de resposta a incidentes cibernéticos..

Violência contra idosos: uma análise comparativa entre homens e mulheres, segundo raça/cor no Brasil

O objetivo deste projeto é analisar a prevalência da violência entre os idosos a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2019), considerando as variáveis de sexo e raça/cor.Justificativa: O estudo da violência entre os idosos no Brasil, considerando variáveis como sexo e raça/cor, é muito importante. Primeiramente, a população idosa no Brasil está crescendo rapidamente. Em segundo lugar, os idosos são frequentemente vítimas de diferentes formas de violência, seja ela física, psicológica ou sexual. Por fim, ao analisar esses casos com uma perspectiva que considera sexo e raça/cor, é possível identificar padrões específicos que podem orientar políticas públicas mais eficazes e programas de prevenção direcionados.Metodologia: Para realizar este projeto, serão utilizadas as informações da população com 60 anos ou mais, presentes Pesquisa Nacional de Saúde conduzida pelo IBGE em 2019. Serão utilizadas questões referentes aos diferentes tipos de violência, mais especificamente a violência física, psicológica e sexual e questões demográficas e socioeconômicas como sexo, raça/cor, grupo etário, educação, estado civil, renda e região. Será calculada a prevalência da violência entre os idosos considerando sexo e raça/cor. Serão produzidos modelos de regressão logística para estimar as razões de chance de um idoso vivenciar um evento de violência, controlando por variáveis socioeconômicas. Resultados esperados: A partir dos resultados encontrados por esta pesquisa, espera-se descrever a prevalência da violência contra os idosos e estimar as associações entre características socioeconômicas e a violência neste grupo populacional, estratificando a população idosa segundo sexo e raça/cor.

Diagnóstico do Sistema Prisional e do Sistema Socioeducativo em Minas Gerais

O objetivo geral da pesquisa será identificar, analisar e produzir conhecimento sobre os sistemas Prisional e Socioeducativo do estado de Minas Gerais, organizando e sistematizando os dados coletados para subsidiar a discussão sobre os desafios e possibilidades de aprimoramento das políticas públicas, mantendo o carácter investigativo da pesquisa, de modo a aprimorar as ações voltadas para a ressocialização, socioeducação e melhoria das condições de trabalho dos profissionais dos sistemas Prisional e Socioeducativo.

O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) não apenas se destaca pelo pioneirismo, mas também pela quantidade e qualidade dos trabalhos desenvolvidos, tornando-se uma referência nacional na análise e no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o estudo da violência e da criminalidade no Brasil, bem como para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas em segurança.

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