MapGive Participatory Mapping Partnerships ? Regional Hubs (PMP Hubs)
To coordinate the main activities that the project demands, detailed below: ? Research for Academic Papers ? Preparation of Academic Papers ? Publication of Academic Papers.
Plano de Segurança em Santa Bárbara / MG
Pesquisa de Vitimização e organização de base de dados para construção do Plano Municipal de Segurança Pública no Município de Santa Bárbara, Minas Gerais..
Can Google Street View Reliably Collect Neighborhood Observational Data in Comparative Research?
This study examines the feasibility of using Google Street View to gather environmental factors known to indicate street drug activity in Brazil. The purpose of this study is to advance our understanding of Google Street View and apply such data collection tool to observe and collect crime information in a different cultural environment. Google Street View has not been employed frequently for field observation on crime settings outside the U.S. The quality of Google Street View observations might be inaccurate and biased as virtual reality is not aligned with the real time. This study uses arrest records from 2007 to 2011 related to street drug dealing of marijuana, cocaine, and crack cocaine in Belo Horizonte, Brazil. The geographic unit of analysis is city block. In order to evaluate inter-rater reliability, two groups of undergraduate students have been selected to participate in this study; one group comprises Americans and the other comprises Brazilians. This study will discuss the challenges and disagreements faced by observers of different background in collecting crime data using Google Street View. Do observers of different background perceive the same information using the same observational tool? What are the concerns and limitations of using Google Street View in collecting crime data for comparative and international research?.
Embeddedness delinquencial e a erosão do capital humano
O objetivo desse projeto consiste na integração teórica da sociologia econômica com a criminologia. Para tal, consideramos a possibilidade de trabalharmos em uma terceira via teórica, situada entre comportamento individual-racional e comportamento estruturado socialmente. De acordo com Grannovetter (1985), a ação social está encarnada (embedded) em redes de interações, as quais constituem um processo social no qual não estão dados os indivíduos e as estruturas. Nesse sentido, o interacionismo de redes assume que o problema central é o processo social, a emergência das formações sociais e o modo como essas ganham ordem e racionalidade no mundo social. Nossa hipótese é que o construto que representa Embeddedness delinquencial tenha um efeito negativo sobre a satisfação escolar e, em outra direção, afete positivamente a probabilidade de se observar comportamento criminal. Em termos metodológicos, buscaremos usar modelos lineares generalizados a fim de testar as hipóteses
Agressividades e violências de gênero: padrões, tendências, transmissão intergeracional em Belo Horizonte
A violência doméstica é um problema global que afeta mulheres de diferentes classes e contextos sociais. Estima-se que cerca de 30% das mulheres no mundo já sofreram violência física ou sexual por parceiro íntimo. No Brasil, os dados indicam alta incidência e gravidade do fenômeno, com milhares de casos de feminicídio, majoritariamente cometidos por companheiros ou ex-companheiros, além de um grande volume de registros de agressões e chamadas relacionadas à violência doméstica. Apesar da relevância do tema, grande parte dos estudos ainda o aborda de forma segmentada, seja com foco em aspectos legais, seja na descrição de panoramas regionais. Há, contudo, uma lacuna importante na compreensão dos padrões, trajetórias e dinâmicas da violência ao longo do sistema de justiça criminal, bem como nos processos de naturalização da violência, muitas vezes associados à sua transmissão intergeracional. Esse cenário se agrava em contextos como o da pandemia de COVID-19, que intensificou as dificuldades de mensuração do problema e comprometeu a formulação e implementação de políticas públicas eficazes de prevenção.
Trajetórias e narrativas de adolescentes : efeitos deletérios no curso de vida e a resposta infracional
Este projeto propõe analisar os eventos determinantes aos adolescentes na sua entrada epermanência em uma trajetória criminal de violência interpessoal. Referencialmente essaproposta consiste na aplicação de teorias criminológicas do curso de vida para compreensão dofenômeno de adolescentes em conflito com a lei, inseridos em contextos de vulnerabilidade social,onde se verificam componentes fortemente associados com as trajetórias de adolescentesenvolvidos em crimes de violência interpessoal. A opção pela abordagem teórica e metodológicada criminologia do curso de vida como elemento central desse estudo permite compreender nãoapenas os fatores causais que explicam a sua entrada, mas, sobretudo, sua permanência naatividade infracional. Não obstante, não prescindi de uma análise anterior fundamentada naabordagem teórica da ecologia do crime e da desorganização social, que será crucial para adelimitação dos contextos do estudo
Determinantes Socioeconômicos e Demográficos do Crime
Linhas de Pesquisa Determinantes Socioeconômicos e Demográficos do Crime Escopo: Esta Linha de Pesquisa investiga como fatores estruturais, demográficos e econômicos influenciam a dinâmica da criminalidade, articulando abordagens da Economia do Crime com análises sociais profundas. O foco recai sobre a compreensão de como variáveis como estrutura etária, desigualdade de renda, dinâmicas do mercado de trabalho e mobilidade social moldam os padrões de comportamento criminal e de vitimização. A linha dedica-se a analisar os incentivos e custos envolvidos na organização de mercados ilícitos e as trajetórias de vida que levam ao engajamento ou à desistência do crime. Além disso, busca mensurar os impactos das flutuações econômicas e das transformações urbanas sobre as taxas de violência, fornecendo subsídios para o desenho de políticas públicas que atuem sobre as causas raízes da criminalidade. Produtos: Modelos econométricos e estatísticos sobre determinantes socioeconômicos da criminalidade; Estudos sobre estrutura etária, coortes e dinâmica demográfica do crime; Análises de impacto de variáveis econômicas (desemprego, renda, desigualdade) sobre taxas criminais; Estudos sobre mercados ilícitos e incentivos econômicos ao crime; Modelos de trajetória criminal e reincidência ao longo do ciclo de vida; Estimativas de custos econômicos da criminalidade e do sistema de justiça; Relatórios técnicos para formulação de políticas públicas baseadas em evidências; Bases de dados integradas e painéis analíticos sobre crime e estrutura social; Fundamentação: A linha fundamenta-se na articulação entre a economia do crime e a demografia da criminalidade, compreendendo o comportamento criminal como resultado de incentivos, custos e oportunidades, conforme formulado por Gary Becker, e desenvolvido empiricamente por Steven Levitt e Sudhir Venkatesh no estudo de mercados ilícitos. Paralelamente, incorpora a perspectiva demográfica, que analisa como estrutura etária, composição populacional, urbanização e desigualdade influenciam padrões agregados de criminalidade. No contexto brasileiro, essa abordagem é complementada por contribuições de Sérgio Adorno, Cláudio Beato e Daniel Cerqueira, que destacam o papel das desigualdades socioeconômicas e das oportunidades estruturais na produção do crime, e por Michel Misse e Gabriel Feltran, que analisam a organização e o funcionamento de mercados ilícitos em contextos urbanos. Em conjunto, esses aportes permitem compreender a criminalidade como fenômeno resultante da interação entre incentivos econômicos, estrutura demográfica e contextos sociais. Referências: Becker, G. (1968). Crime and Punishment: An Economic Approach. Journal of Political Economy. Levitt, S. & Venkatesh, S. (2000). An Economic Analysis of a Drug-Selling Gang’s Finances. Quarterly Journal of Economics. Reuter, P. (2009). Systemic Violence in Drug Markets. Crime and Justice. Farrington, D. (1986). Age and Crime. Crime and Justice
Urbanismo, Desenho Ambiental e Crime
Linhas de Pesquisa Urbanismo, Desenho Ambiental e Crime Escopo: A Linha de Pesquisa “Urbanismo, Desenho Ambiental e Crime” explora as relações entre o ambiente construído, o planejamento urbano e os padrões de criminalidade. Investiga como fatores como uso e ocupação do solo, densidade, mobilidade, iluminação, presença de áreas abandonadas, segregação residencial, desenho de ruas, espaços públicos e equipamentos comunitários influenciam oportunidades e rotinas criminais. Também abrange intervenções de Crime Prevention Through Environmental Design (CPTED) e políticas de requalificação urbana. Produtos: Diagnósticos urbanos e mapas de vulnerabilidade espacial; Estudos sobre impactos de intervenções urbanas na criminalidade; Projetos e recomendações de CPTED para governos locais; Relatórios sobre segregação, mobilidade e segurança urbana; Artigos científicos sobre crime e ambiente urbano. Fundamentação: A linha se fundamenta na criminologia ambiental e nos estudos clássicos sobre cidade e vida urbana, em particular a obra de Brantingham & Brantingham (1991) sobre Environmental Criminology, os trabalhos de Cozens (2008) sobre CPTED contemporânea e os estudos de Jane Jacobs (1961) acerca do papel da diversidade, do uso misto e da ‘vigilância natural’ nas ruas urbanas. Referências: Brantingham, P. & Brantingham, P. (1991). Environmental Criminology. Waveland Press. Cozens, P. (2008). New Insights from CPTED. Crime Prevention & Community Safety. Jacobs, J. (1961). The Death and Life of Great American Cities. Random House.
Criminalidade Organizada, Redes Ilícitas e Governança Criminal
Linhas de Pesquisa Criminalidade Organizada, Redes Ilícitas e Governança Criminal Escopo: A Linha de Pesquisa “Criminalidade Organizada, Redes Ilícitas e Governança Criminal” tem como foco organizações criminosas, facções, milícias, cartéis e outras formações coletivas envolvidas em mercados ilícitos, disputas territoriais e formas de governança paralela. O foco central reside na análise da governança criminal, investigando como estes grupos exercem controle territorial, estabelecem normas de conduta e interagem com agentes do Estado através de mecanismos de corrupção ou confronto. Produtos: Mapas e análises de redes ilícitas e estruturas organizacionais; Estudos sobre governança criminal em territórios específicos; Diagnósticos sobre mercados ilegais e conflitos armados; Relatórios e notas técnicas para órgãos de segurança e justiça; Pesquisas comparadas sobre formas de criminalidade organizada. Fundamentação: A linha fundamenta-se nas teorias contemporâneas sobre o crime organizado, com destaque para a obra de Federico Varese (2011) sobre a natureza da proteção mafiosa e a governança criminal. A análise da simbiose entre o Estado e o crime utiliza o conceito de “mercadorias políticas” de Michel Misse (2006) e a perspectiva de Gabriel Feltran (2018) sobre o valor normativo e económico das facções no quotidiano urbano brasileiro. Complementarmente, incorpora-se a teoria das redes aplicada ao crime, utilizando referências de Morselli (2009) para entender como estruturas descentralizadas garantem a resiliência dos mercados ilícitos. Referências: Varese, F. (2011). Mafias on the Move. Princeton University Press. Paoli, L. (2002). The Paradoxes of Organized Crime. Crime, Law and Social Change. Feltran, G. (2018). Irmãos: Uma História do PCC. Companhia das Letras.
Juventude e Curso de Vida / Justiça Juvenil / Sistema Socioeducativo
Linhas de Pesquisa Juventude e Curso de Vida / Justiça Juvenil / Sistema Socioeducativo Escopo: A linha tem como foco qualificar decisões judiciais e aprimorar a gestão da política socioeducativa a partir da compreensão das trajetórias juvenis em sua complexidade social, familiar e institucional. Parte-se da perspectiva do curso de vida, segundo a qual o envolvimento com o sistema de justiça juvenil deve ser analisado no contexto de processos cumulativos de vulnerabilidade, exposição a violências, evasão escolar, inserção precária no trabalho e experiências prévias com políticas públicas. O escopo envolve o estudo dos critérios de aplicação e revisão de medidas, dos fluxos processuais, das condições de execução nas unidades e da articulação com redes locais de proteção, educação e assistência. Busca-se produzir diagnósticos objetivos sobre perfil dos adolescentes, padrões de reiteração, fatores associados à permanência ou superação do ciclo infracional e desempenho institucional das unidades socioeducativas. Para magistrados e gestores, a linha oferece subsídios técnicos para decisões mais fundamentadas, individualização adequada das medidas, gestão orientada por resultados e fortalecimento da função pedagógica e protetiva do sistema, com foco na interrupção e desistência da trajetória infracional e redução da reiteração. Produtos: Estudos de Trajetória e Curso de Vida (Life-course Analysis): Pesquisas qualitativas e quantitativas que acompanham as transições da juventude e os pontos de inflexão criminal Instrumentos de avaliação de risco e de necessidades para o sistema socioeducativo; Plano de Capacitação para magistrados e gestores da política socioeducativa em análise de dados, leitura de indicadores, interpretação de estudos de reiteração e uso estratégico de evidências na tomada de decisão. Diagnóstico longitudinal de trajetórias juvenis, com análise de histórico escolar, vínculos familiares, passagens anteriores pelo sistema e padrões de reiteração, organizado em relatórios sintéticos para subsidiar decisões de aplicação e revisão de medida. Painel de Indicadores do Sistema Socioeducativo, com dados sobre tipo de ato infracional, tempo médio na semiliberdade e na internação, reiteração, evasão da medida, incidentes disciplinares, evolução individual durante o cumprimento da medida. Painel de Indicadores da Justiça Juvenil, temporalidade dos fluxos processuais, mapeando tempo entre apreensão, decisão judicial, ingresso na unidade e reavaliações obrigatórias, identificando gargalos e assimetrias por tipo de infração, perfil dos adolescentes. Fundamentação: A linha ancora-se na teoria do curso de vida, segundo a qual o comportamento infracional juvenil deve ser compreendido como parte de trajetórias socialmente estruturadas, marcadas por transições críticas, eventos acumulativos e pontos de inflexão que podem tanto aprofundar vulnerabilidades quanto abrir possibilidades de mudança. Essa perspectiva permite analisar o ingresso e a permanência no sistema socioeducativo não como fatos isolados, mas como momentos inseridos em sequências de experiências familiares, escolares, laborais e territoriais que produzem efeitos de continuidade ou ruptura. Articula-se a esse referencial a literatura de avaliação de políticas públicas baseada em evidências, que enfatiza a necessidade de reconstruir teorias de mudança, mensurar resultados e examinar processos de implementação para aferir a efetividade das medidas socioeducativas e das decisões judiciais que as estruturam. A linha incorpora, ainda, a análise de fatores de risco e de proteção, entendidos como variáveis individuais, relacionais e institucionais que influenciam a probabilidade de reiteração ou desistência, tais como vínculos familiares, inserção escolar, acesso a oportunidades formativas, clima organizacional das unidades e qualidade do acompanhamento técnico. A ênfase recai na compreensão integrada entre decisão judicial, execução da medida e condições institucionais. Referências: • Moffitt, T. (1993). Adolescence-Limited and Life-Course-Persistent Antisocial Behavior. Psychological Review.• Sampson, R. & Laub, J. (1993). Crime in the Making. Harvard University Press.• Farrington, D. (2003). Developmental and Life-Course Criminology. Criminology.